LÍQUIDO E CERTO: AS CONTRADIÇÕES QUE AFETAM O CERRADO - Romualdo Pessoa Campos Filho

01/06/2016 11:33

 

Os desafios que temos pela frente são colossais. Digo nós, pesquisadores de uma área que carrega as mais perversas contradições. Entendam que busco nessa palavra o seu sentido etimológico, compreendendo-a como desordem, aquilo que é feito em desacordo com a regra e os costumes.

Mas a essência dessa contradição é que nos leva ao martírio quando a identificamos, logicamente se nos situamos além da compreensão espacial, e entendemos como no nosso tempo transmitem-se valores que invertem tradições, abolem-se costumes e impõem-se aos mais jovens o desafio da contemporaneidade. A busca obsessiva por qualidade de vida, consubstanciada na lógica consumista e nas paixões tecno-científicas.

Ao jovem, esse desafio é impossível de ser refutado. Mas cada um mantém dentro de si a paixão pela lida na terra, o gosto pela cavalgada entre os capins, e o cheiro esverdejante das poucas matas misturado ao do esterco de gado que exala dos currais e penetram pelas varandas das velhas cabanas de pau-a-pique. A sensação bucólica que isso nos transmite deixa em nós, citadinos, um desejo de retornarmos aos tempos em que carregávamos a tradição rural em nosso estilo de vida.

Numa rapidez estonteante, o Cerrado tem vivido essas contradições, não tanto como ocorreu em outras regiões, onde as mudanças levaram séculos. A aceleração, motivada por um sofisticado aparato tecnológico, químico, biológico, industrial etc., traduzido numa devastação desenfreada e em uma alteração radical da paisagem. Em alguns pedaços do Cerrado, as formações campestres, principalmente, são substituídas por plantações de monocultura a perder-se de vista: soja, algodão, cana-de-açúcar, dentre outras. Em alguns casos atingindo chapadões e topos de morros, situações em que aparecem também a criação de gado bovino em centenas de milhares de cabeças por descampados e pastagens donde antes encontravam-se vegetações típicas cerradeiras.

O contraponto se dá no esvaziamento de algumas cidades cujo entorno essas mudanças não alcançam, com o deslocamento de parte da população jovem em direção às cidades médias ou para as metrópoles.

Aquelas outras, por onde a “modernidade” passou, o crescimento populacional se traduz no aparecimento das complexidades inerentes às dificuldades urbanas, na falta de planejamento e na impossibilidade do poder público atender às demandas de uma população que cresce célere e desordenadamente, atraída pelas oportunidades geradas pelo agronegócio.

Essa contradição, não nos permite simplesmente analisar os problemas através de concepções maniqueístas, nem muito menos anacronicamente. Em sendo assim, muito mais do que a condenação sobre o estado de devastação a que o Cerrado está sendo submetido, nós, pesquisadores, devemos também apontar alternativas que possam garantir um desenvolvimento equilibrado com a necessidade de conter a total destruição desse que é um dos maiores biomas brasileiros, com uma rica biodiversidade, ainda existente até os dias atuais.

 

As águas do Cerrado e a Segurança Alimentar Mundial

Algo, contudo está fora da ordem. Nos últimos tempos tem sido bastante diversificada, e em número consistente, as pesquisas sobre o Cerrado. Importantes estudos nos aproximam das belezas de um bioma que carrega em si uma espécie de quebra de paradigmas, quando o assunto é a análise da paisagem. Solo seco, aparentemente empobrecido, árvores tortas e de troncos ressecados, frutos estranhos (até que os provemos), contrastando com uma estranha beleza de flores exóticas e de cores fortes. Algumas pequeninas ao serem ampliadas expõem uma espetacular imagem, que transmitem uma sensação de prazer, ao ver coisas tão belas entremeadas em contradições.

Como sobrevive o bioma? Tanto quanto os demais, e a natureza em si, a fonte de toda a vida reside na água, sem ela é impossível sobreviver. Os lugares são diversos em suas características, e neles tudo que se desenvolve e compõe sua natureza depende da disponibilidade dos recursos hídricos. E toda a adaptação dos seres vivos que habitam o lugar e desenham a natureza decorre da maneira como eles terão acesso a esse líquido vital.

Segundo Porto-Gonçalves,

O exemplo dos cerrados (savanas) do Planalto Central Brasileiro é um caso emblemático das implicações socioambientais das demandas por água que se vêm colocando em todo o mundo com a expansão da economia mercantil nesse período neoliberal. A água, como se infiltra em tudo – no ar, na terra, na agricultura, na indústria, na nossa casa, em nosso corpo –, revela  nossas contradições socioambientais talvez melhor que qualquer outro tema. Afinal, por todo lado onde há vida há água  (2006, p. 428).

No entanto, pouco se analisa, quando se pesquisa e descreve o Cerrado, sobre como esse bioma é capaz de sobreviver se, além da destruição de sua flora e fauna, esgotarem-se os seus recursos hídricos. Na verdade pouco se tem falado da água do Cerrado. A impressão que fica é de ser esse um bioma exótico cujas águas desaparecem nos seis meses seguintes à estação chuvosa. Sim, pois essa é outra característica, o fato de as estações climáticas no Cerrado não obedecerem à lógica determinada nos estudos dessa área. Então temos muita chuva no verão e sol quente no inverno, embora Primavera e Outono componham um cenário de beleza exposta no colorido das flores que brotam de árvores retorcidas, ou enormes, cujas folhas, em algumas delas desaparecem para dar lugar aos galhos floridos, como no caso dos Ipês que alteram a paisagem do Cerrado na transição entre o Verão e o Inverno.

Mas não é bem assim. Ao contrário do que se imagina, embora bem servido hidrograficamente, o Cerrado tem características peculiares adaptativas a essa aparente irregularidade climática comparativamente a outros biomas. Raízes mais profundas e verticalizadas levam suas plantas a buscarem água nas profundezas subterrâneas, em aqüíferos ou lençóis freáticos, possibilitando a elas sobreviverem a uma escassez de chuvas que pode durar seis meses.

A paisagem altera-se rapidamente, paripasso com expansão da fronteira agrícola ampliando a capacidade de produção e a produtividade no Cerrado. No entanto, a possibilidade de aumentar a produção de toneladas de grãos, com o uso descontrolado da água para irrigar grandes plantações, podem causar não somente o esgotamento de córregos e rios, como também a redução desses depósitos hídricos subterrâneos.

Bem servido por uma rica hidrografia, fundamental para a formação das principais bacias hidrográficas do país, o Cerrado é considerado como um imenso reservatório hídrico que o insere no objetivo geoeconômico central de um sistema de produção de toneladas de alimentos para atender à demanda da economia mercantil não somente no Brasil, mas por todo o mundo. Contudo, o percentual hídrico utilizável visa especialmente atender as atividades agrícolas e industriais, principalmente por meio da irrigação, técnica utilizada para a ampliação da produção de alimentos, destacadamente em regiões que têm como características a baixa fertilidade e a alta acidez, como no caso dos latossolos aqui predominantes, que correspondem a 46% da área do bioma. Segundo Castilho  e Chaveiro,

Em extensão, o domínio do Cerrado é o segundo maior do Brasil. Sua área original era de dois (2) milhões de quilômetros quadrados. Abrange grande área da região Centro-Oeste brasileira como também partes do Norte, Nordeste e Sudeste. O clima é subtropical, semiúmido com duas estações definidas: uma úmida (verão chuvoso) e outra seca (inverso seco). O solo, em grande parte é deficiente em nutrientes, porém rico em ferro e alumínio. Esses fatores, sobretudo o clima, influenciam um tipo de vegetação peculiar (2010, p. 38).

O Cerrado, tanto em relação à correção tecnológica de seu solo, como a capacidade hídrica que dispõe, torna-se o Bioma mais sujeito a esses investimentos. Por isso, nos últimos meses têm aumentado consideravelmente o número de investidores, corporações, e até mesmo países, interessados em adquirir terras no Brasil, diante da importância geopolítica que vai adquirindo a produção de alimentos. Em especial, o Cerrado, por todas essas possibilidades, encontra-se na lista das regiões que mais tem despertado esses interesses.

É importante destacar, diante desses novos investimentos, que o processo de ocupação do Cerrado, na década de 1970 teve a participação importante do governo japonês, que formou uma parceria com o governo de Goiás através do Projeto Nipo-Brasileiro de Desenvolvimento do Cerrado (PRODECER), em parceria com a Japan International Cooperation Agency (JICA). Conforme Barreira e Chaveiro,

No caso do PRODECER, a disputa pelo comércio de grãos entre EUA e Japão lançou o governo japonês para interferir no sistema produtivo do Cerrado. (...) Embora o processo tenha transformado o Cerrado num citurão produtivo importantíssimo, principalmente para a balança comercial do país, ao gerar bens de exportação, houve uma concentração de terras, um aumento da desigualdade e uma concentração espacial, parcialmente fundada na urbanização desigual que espelha um território urbanizado e cheio de problemas.

O PRODECER não acabou, apesar dos problemas que o atingiram, principalmente em função do endividamento de agricultores (DINIZ, 1999) .Mas ele já se encontra em sua IV etapa, dependendo ainda para seu prosseguimento da quitação dessas dívidas, recorrente ainda ao PRODECER II, sendo essa uma condição imposta pelo Governo Japonês. Não foi possível encontrar dados recentes sobre o andamento dos pagamentos das dívidas, referentes também ao PRODECER III.

 

O Cerrado na Geopolítica dos aliimentos

Tem crescido aceleradamente o interesse por investimentos em terras no Bioma Cerrado, não somente em Goiás, mas estendendo-se em direção a uma nova fronteira agrícola, já denominada, MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).[1] Em sua maior parte o ambiente a ser ocupado é composto pelo Bioma Cerrado, numa área de transição para a Amazônia.

Mas, o diagnóstico é preciso, embora às vezes usado de maneira catastrófica: o domínio do Cerrado está sob forte ameaça de extinção, paradoxalmente em função de uma riqueza que, há algumas décadas, poucos acreditavam existir sob os galhos secos e retorcidos de um ambiente incógnito. Quanto às soluções, embora viáveis, dependerão da maneira como os estudos e as pesquisas influenciarão os setores públicos e privados, bem como das possibilidades de promover um desenvolvimento socioambiental que não abdique da capacidade de manutenção da vida na Terra.

A contradição maior, que aflige aqueles que pesquisam o Cerrado, mas que tem uma visão da importância crescente que toma nos dias atuais a produção de alimentos no mundo reside no fato de ser este um bioma, por excelência, adequado a tornar-se a maior região de produção agrícola do Brasil, pela sua topografia, pelas correções tecnológicas em seu solo, e pela capacidade hídrica, mas ao mesmo tempo correr o risco de ver desaparecer toda a sua rica biodiversidade.

Lester  R. Brown, presidente do Earth Policy Institute, aponta alguns dos problemas gerados pela crescente demanda de alimentos no mundo:

A duplicação dos preços mundiais dos grãos desde o início de 2007 foi impelida principalmente por dois fatores: o crescimento acelerado da demanda e a dificuldade crescente de expandir rapidamente a produção. O resultado é um mundo que parece chocantemente distinto da generosa economia mundial de grãos do século passado. Como será a geopolítica dos alimentos numa nova era dominada pela escassez? Mesmo neste estágio inicial, podemos ver ao menos os contornos gerais da economia alimentar emergente.

Do esgotamento de lençóis freáticos à erosão de solos e às consequências do aquecimento global, tudo significa que a oferta mundial de alimentos provavelmente não acompanhará nossos apetites coletivamente crescentes.

Com a elevação das temperaturas, os lençóis freáticos estão diminuindo na medida em que os agricultores bombeiam em excesso para irrigação. Isso infla artificialmente a produção de alimentos no curto prazo, criando uma bolha dos alimentos que estoura quando os aquíferos são esgotados e o bombeamento é necessariamente reduzido à taxa de recarga.

(...) à medida que terra e água se tornam mais escassas, que a temperatura da Terra sobe e a segurança alimentar mundial se deteriora, está surgindo uma geopolítica perigosa de escassez de alimentos. A apropriação de terra, de água, e compra de grãos diretamente de fazendeiros em países exportadores são hoje partes integrantes de uma luta pelo poder global para segurança alimentar (BROWN, 2011).

Isso dá uma dimensão dessa enorme contradição. O desafio, então, que nos cerca consiste em não somente apontar os problemas gerados por uma exploração excessiva do Cerrado, mas também como torná-lo potencialmente explorável no quadro de uma crescente escassez de alimentos no mundo, conservando ao necessário a sua biodiversidade.

A água, nesse aspecto, torna-se o elemento crucial a ser preservado. Embora pouco identificado em muitas pesquisas sobre o Bioma Cerrado, esse líquido constitui-se no principal suporte para dar garantias de manutenção da biodiversidade e, ao mesmo tempo, da produção de alimentos.

Contudo, a rapidez com que tem se dado as exigências para ampliação em uma escala crescente da quantidade de produtos agrícolas para atender a demanda do Brasil e do mundo, levará a um esgotamento não só de rios, riachos, córregos e igarapés, podendo afetar também lençóis freáticos e até mesmo aqüíferos. Além disso, o encharcamento do solo, em função do uso de técnicas de irrigação baseado em grandes pivôs centrais e métodos de aspersão, transformará a qualidade de solo, tornando-o salinizado e reduzindo sua capacidade produtiva.

Os exemplos negativos dessa exploração excessiva do solo, mediante essa prática que tem se tornado intensiva no Brasil e nas regiões do Cerrado, podem ser vistos em outras partes do mundo, como no Mar de Aral (Ásia Central); Rio Colorado (Estados Unidos); Lago Chade (África); e Bacia Murray-Darling (Austrália). A consequência é, com a persistência da exploração abusiva da água, a desertificação e a inapropriação do solo para produção agrícola.

Estabelecer um equilíbrio entre a necessidade de produção de alimentos, considerando toda a capacidade e riqueza do solo cerradeiro, e evitar o esgotamento do rico potencial hídrico do Cerrado, é a condição primeira para a conservação desse que é um dos mais importantes biomas brasileiros.

Esse é o desafio dos pesquisadores. No caso específico do uso da água, as análises dos tipos de métodos de irrigação deverão apontar para uma necessidade de alteração da tecnologia em uso. Inevitavelmente o uso de aspersores e pivôs centrais colocará em risco o potencial hídrico do Cerrado. Corrigir isso é a condição para a manutenção da nossa biodiversidade, aliado a uma alteração da estrutura fundiária, visto que o grande latifúndio impede a adoção de técnicas mais compensatórias, como por exemplo, o gotejamento ou o uso de microaspersores.

Certamente a condição de ser o Cerrado uma região dominada por grandes latifúndios, e não haver perspectivas próximas de alteração nessa estrutura torna mais difícil a solução desse problema. E, como pôde ser destacado anteriormente, é forte a pressão dos grandes produtores, junto aos órgãos estatais responsáveis, para aumentar financiamentos públicos a fim de ampliar a área irrigável. Esta, portanto, constitui-se em uma enorme contradição e um embate entre a razão instrumental e os interesses econômicos imediatistas.

 

Considerações Finais

O desenvolvimento de um Estado, de uma Nação, é condição sine-qua-non para a garantia de equilíbrio e harmonia social. Resgatar uma imensa dívida com as populações pobres tem sido uma das metas prioritárias que embalaram os planos de governos nas últimas décadas. Mas isso não pode ocorrer ás custas da destruição de uma rica biodiversidade do Cerrado como vem ocorrendo de diversas maneiras, demonstrando o impacto perverso que o progresso a qualquer custo causa no Cerrado e nas populações tradicionais que ali vivem. O quadro político atual, com a iminência da radicalização de políticas conservadoras e o protagonismo político reforçado dos setores latifundiários e do grande agronegócio no novo governo brasileiro, imposto pelos setores que controlam os meios de produção, tende a piorar essa situação.

Resta lutar por um desenvolvimento que possa se aproximar o máximo possível do que se imagina ser a sustentabilidade ambiental. Devem-se buscar práticas conservacionistas que contemplem a ampliação da produção agrícola com a garantia de que os recursos hídricos e a biodiversidade do Cerrado não desaparecerão para atender a uma lógica produtivista que venha a desconsiderar a importância que a natureza possui para a nossa vida, para “o nosso futuro comum”.

Devemos apostar na vida humana em perfeita harmonia com a natureza, através da sensação de um prazer encontrado em um equilíbrio advindo da essência do ser... humano, vegetal, animal.

O futuro da humanidade depende desse equilíbrio. Se nos custa acreditar em desenvolvimento sustentável, conforme FOLADORI (2001) diante de uma lógica consumista descontrolada cabe-nos buscar outras maneiras de construir alternativas. Eliminar a pobreza não significa acabar com os pobres, mas também não pode significar por fim à natureza, porque em sua extensão significará a eliminação de toda a vida humana.

O Planeta tem sede... O Cerrado tem sede. Dai, água a quem tem sede, pois que senão corre-se o risco de morrer-se estorricado.

 

Referências

BROWN, Lester R. Revista Foreign Policy. reproduzido pelo jornal O Estado de S.Paulo,  em 22.05.2011.

CHAVEIRO, Eguimar, BARREIRA, Celene Cunha Monteiro Antunes. Cartografia de um Pensamento do Cerrado. In: PELÁ, Márcia C. H.; CASTILHO, Denis. Cerrados: Perspectivas e Olhares. Goiânia: Editora Vieira, 2010

CASTILHO, Denis, CHAVEIRO, Eguimar Felício. Por uma análise territorial do Cerrado. In: PELÁ, Márcia C. H; CASTILHO, Denis (Org.). Cerrados – Perspectivas e Olhares. Goiânia-GO: Editora Vieira, 2010

RIBEIRO, Wagner Costa. Geografia Política da Água. São Paulo; Annablume, 2008

DINIZ, Maurício Sampaio. Dívidas do Prodecer somam R$ 400 milhões. In: Gazeta Mercantil, 15 de jul., 1999.

ESTADO. Suplemento especial sobre o Cerrado. São Paulo: Jornal O Estado de São Paulo, 26 de set., 2009. Disponível em . Acessado em jul., 2010.

FOLADORI, Guilhermo. Limites do Desenvolvimento Sustentável. São Paulo: Editora Unicamp, 2001

FAEG, Comissão de Irrigantes. Anuário da Irrigação 2008. Goiânia: Federação da Agricultura e Pecuária no Estado de Goiás, 2008.

O POPULAR. Araguaia pode ter hidrovia até o Pará. Goiânia: Jornal O Popular, de 10 de agosto de 2010. Disponível em . Acessado em ago., 2010.

PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter. A Globalização da Natureza e a Natureza da Globalização. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006.

SEPLAN. Anuário estatístico do Estado de Goiás. Disponível em . Acessado em ago., 2010.

 

* Este texto foi produzido em 2012 como colaboração às pesquisas desenvolvidas para o Projeto Biotek – Apropriação do Território e Dinâmicas Sócioambientais no Cerrado: Biodiversidade, Biotecnologia e Saberes locais, vinculado ao Laboratório de Estudos e Pesquisas das Dinâmicas Territoriais – Laboter/Iesa.

 

Romualdo Pessoa Campos Filho

romupessoa@gmail.com

Professor do Instituto de Estudos Sócioambientais da UFG e Doutor em Geografia

 


[1]“A expressão MATOPIBA resulta de um acrônimo criado com as iniciais dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Essa expressão designa uma realidade geográfica que recobre parcialmente os quatro estados mencionados, caracterizada pela expansão de uma fronteira agrícola baseada em tecnologias modernas de alta produtividade”. Extraído do site: https://www.embrapa.br/gite/projetos/matopiba/matopiba.html. Acesso em 20 de outubro de 2015.

 

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Ficha bibliográfica:

CAMPOS FILHO, Romualdo Pessoa. Líquido e Certo: as contradições que afetam o Cerrado. In: Territorial - Caderno Eletrônico de Textos, Vol.6, n.8, 01 de junho de 2016. [ISSN 22380-5525].