HORIZONTE CERRADEIRO - Rogério Rebouças Moreira

20/08/2012 12:00

 

É um cenário...

Um horizonte, uma paisagem, um domínio... Com períodos alegres e tristes.

Períodos de contrates no horizonte: das chuvas, do verde, dos momentos de esperança.

Uma população sertaneja ungida com o mais puro dos conhecimentos, arraigados e conquistados com a árdua experiência de vida.

Conhecimento empírico, que se completa com essa paisagem, com tamanha intimidade do sertanejo, seu ambiente e seus conhecimentos.

Períodos de contrastes no horizonte, da seca, da ausência do verde, dos momentos de angústia. Uma paisagem ora alegre, ora triste.

Uma característica que define esse horizonte cerradeiro, período de agonia que todos se adaptam cada qual a sua maneira.

Adaptação que passa uma imagem negativa para quem o visualiza: tempo seco; troncos retorcidos; cascas grossas; raízes profundas; folhas grandes.

Momentos tristes que se alegram com as belezas “ocultas” e que, vez ou outra, emergem.

No horizonte seco nota-se a imagem negativa, mas o sertanejo vê a esperança de dias melhores naquela espécie marcante, presente, deslumbrante, única e inconfundível da caraíba e do “ipê florido”, as quais teimam em exibir sua alegria nos momentos de espera deste horizonte

...repleto de atores.

 

Rogério Rebouças Moreira

Professor do Instituto de Educação Aliança - Itaberaí

Licenciado em Geografia

Especialista em Gestão Ambiental

rogerio_reboucas11@hotmail.com